<T->
          LNGUA PORTUGUESA
          BEM-TE-LI -- 4 srie
          Ensino Fundamental
          
          Angiolina Bragana
          Isabella Carpaneda

          Impresso em 3 partes na 
          diagramao de 28 linhas de 34 caracteres.
          
          Terceira Parte

          Ministrio da Educao
          Instituto Benjamin Constant
          Av. Pasteur, 350-368 -- Urca
          22290-240 Rio de Janeiro 
          RJ -- Brasil
          Tel.: (21) 3478-4400
          Fax (21) 3478-4444
          E-mail: ~,ibc@ibc.gov.br~, 
          -- 2007 --

<P>
          (C) Copyright Angiolina 
          Domanico Bragana, Isabella 
          Pessoa de Melo Carpaneda, 2005

          ISBN 85-322-5510-8

          Editora: Maria Ceclia Mendes de Almeida
          Editora assistente: Helena de Brito
          Coordenao: Snia Oddi

          Todos os direitos de edio 
          reservados  EDITORA FTD S.A.

          Matriz: Rua Rui Barbosa, 156 (Bela Vista) So Paulo -- SP
          CEP 01326-010 
          Tel. (11) 3253-5011
          Fax (11) 3284-8500 r. 243
          Internet: ~,http:www.ftd.com.br~,
          E-mail: ~,portugues@ftd.com.br~,
<p>
                                I
<F->
<R+>
Terceira Parte

 Unidade 9

 Leitura 1: rvores 
  brasileiras ::::::::::::::: 257
 Leitura 2: Poema :::::::: 264
 Leitura 3: Cartaz ::::::: 265
 Leitura 4: Cartum ::::::: 270
 Ortografia: Palavras 
  terminadas em *sso, 
  so* e *o* :::::::::::::: 272
 Gramtica: Verbo -- Modo 
  imperativo :::::::::::::::: 273

 Unidade 10

 Leitura 1: Filosofia de 
  um par de botas ::::::::::: 281
 Produo :::::::::::::::::: 295
 Ortografia: A grafia das 
  palavras atravs dos 
  tempos :::::::::::::::::::: 296
 Leitura 2: Foto 
  antiga :::::::::::::::::::: 299
 Leitura 3: A gerao 
  digital entra em cena ::::: 302
 Gramtica: Sujeito e 
  predicado ::::::::::::::::: 310
 Ortografia: Palavras 
  terminadas em *ice* e 
  *isse* :::::::::::::::::::: 314

 Unidade 11

 Leitura 1: A histria do 
  beijo ::::::::::::::::::::: 319
 Leitura 2: 
  Esculturas ::::::::::::::: 327
 Leitura 3: Receita de 
  beijinho :::::::::::::::::: 329
 Leitura 4: Nem criana, 
  nem adolescente ::::::::::: 335
 Leitura 5: Bye, bye, 
  bonecas e carrinhos ::::::: 341
 Ortografia: Palavras 
  terminadas *em em, m* 
  e *m* :::::::::::::::::::: 346
 Gramtica: 
  Interjeio :::::::::::::: 351
 Produo :::::::::::::::::: 355
<F+>
<R->
<159>
<Tbem-te-li 4 srie>
<T+257>
Unidade 9

Antes da leitura

  O texto que voc vai ler traz informaes sobre algumas rvores brasileiras.
  Responda oralmente.
<R+>
 a) Se voc tivesse que diferenciar o babau da carnaba, que diferenas apontaria?
 b) O pau-brasil  mais alto ou mais baixo que o ip-amarelo-da-serra?
 c) Quantos metros voc acha que consegue alcanar o pau-brasil?
 d) O que voc sabe sobre o jequitib?
<R->

<160>  
Leitura 1

rvores brasileiras

  O Brasil  o pas com mais rvores nativas no mundo. Veja algumas das espcies brasileiras mais populares.

<R+>
Pau-brasil (Caesalpina echinata) 12 metros
<R->
  As flores verdes e amarelas j desapareceram da Mata Atlntica, mas ainda so bastante usadas em paisagismo. A tintura vermelha do tronco deu nome ao Brasil.

<R+>
_`[{no canto esquerdo inferior da foto da rvore aparece uma amostra da flor. Ao lado, v-se um mapa destacando, em cor mais forte, a faixa litornea do Cear at o Rio de Janeiro_`]

Ip-amarelo-da-serra (Tabebuia alba) 30 metros
<R->
  H vrios tipos de ip-amarelo, mas as flores da espcie "da serra" so as mais brilhantes. De julho a setembro, quando se abrem, a folhagem adquire um tom prateado.

<R+>
_`[{no canto esquerdo inferior da foto da rvore aparece uma amostra da flor. Ao lado, v-se um mapa destacando, em cor mais forte, parte da Regio Sul e Sudeste_`]

<161>
Pinheiro-do-paran (Araucaria angustifolia) 50 metros
<R->
  Seu fruto, o pinho,  apreciado por gente e aves no Sul. A gralha azul, que costuma enterr-lo para comer depois, contribui muito para a disseminao da espcie.

<R+>
_`[{no canto esquerdo inferior da foto da rvore aparece uma amostra de pinho. Ao lado, v-se um mapa destacando, em cor mais forte, parte da Regio Sul_`]

Babau (Orbignya speclosa) 20 metros
<R->
  Para os caboclos da Amaznia, estas amndoas so preciosas. Elas fornecem um leite nutritivo, leo para sabo, manteiga, velas e uma farinha muito consumida.
<p>
<R+>
_`[{no canto esquerdo inferior da foto da rvore aparece uma amostra das amndoas. Ao lado, v-se um mapa destacando, em cor mais forte, parte da Regio Norte, Nordeste e Centro-Oeste_`]

<162>
Carnaba (Copemicia pronifera) 10 metros
<R->
  O tronco macio e resistente  bom para postes, artefatos e mveis. A cera de carnaba  usada em graxas, vernizes, sabonetes e lubrificantes.

<R+>
_`[{no canto esquerdo inferior da foto da rvore aparece uma amostra do tronco. Ao lado, v-se um mapa destacando, em cor mais forte, a regio Nordeste e parte da Regio Norte e Centro-Oeste_`]

Jequitib (Cariniana legalis) 50 metros
<R->
  As flores brancas desta rvore monumental florescem de dezembro a fevereiro. A importncia da espcie fez com que cidades, ruas e parques adotassem o seu nome.

<R+>
_`[{no canto esquerdo inferior da foto da rvore aparece uma amostra das flores. Ao lado, v-se um mapa destacando, em cor mais forte, parte da Regio Sudeste e Centro-Oeste_`]
 
Suplemento da Revista *Superinteressante*. So Paulo, Abril.
<R->
 
<163>
Explorao escrita

<R+>
1. Responda.
 a) O que voc acha que significa a metragem indicada ao lado dos nomes das rvores?
 b) O que voc entende ao ver o mapa com reas de colorao mais forte?
 c) Que tipo de informao est contida entre parnteses?
<p>
 d) O que aparece no canto esquerdo inferior de cada quadro?
 e) Qual  o nome popular da rvore Cariniana legalis?
 
2. Escreva quais das rvores citadas:
 a) fornecem frutos comestveis; 
 b) so ornamentais; 
 c) fornecem material para a indstria; 
 d) so de maior porte; 
 e) esto em extino.
 
3. Observe a descrio dos mapas. Quais das rvores apresentadas fazem parte da sua regio? 
<R->

<164>
Outra maneira de ler

  Seu professor vai escolher seis alunos para fazerem a leitura de cada tipo de rvore apresentada. Os escolhidos devero incluir na leitura a altura que a rvore pode alcanar, seu nome cientfico e a sua localizao no Brasil. Exemplo: O pau-brasil chega a alcanar doze metros de altura; seu nome cientfico  Caesalpina echinata e pode ser encontrado em maior quantidade na faixa litornea que vai do Cear at o Rio de Janeiro.

Pesquise

  Escolha uma rvore de sua preferncia e pesquise em revistas, livros ou na Internet as seguintes informaes:
<R+>
  seu nome cientfico;
  altura que essa rvore atinge;
  sua utilidade;
  regies brasileiras onde  mais encontrada.
<R->

  Use as informaes que voc conseguiu para produzir um texto semelhante ao da Leitura 1. No deixe de escrever a metragem mxima da rvore e o seu nome cientfico.
<p>
*Dicas de leitura*
<R+>
  *Manual do pequeno observador -- rvores*
 Ana Maria do Val e Rubens 
  Matuck -- Editora tica
  *Coleo Nossas plantas*
 Clia, Cibele, Srgio e Ins -- Editora FTD
  *O monstro e a mata*
 Jos Arrabal -- Editora FTD
<R->

<165>
Leitura 2

<R+>
_`[{as palavras do poema *rvore um poema em p* de Ben 
  Fonteles apresentam-se sobre uma rvore: Ar (fora da copa), vore um poema (na copa), em p (na vertical, sobre o tronco) Ben Fonteles (na sombra da copa)_`]
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

  Converse com seu professor e colegas sobre o poema de Ben Fonteles, que une imagem e verso para passar emoo.

<166>
Leitura 3

<R+>
 Seus avs no preservaram.
 Seus pais no preservaram.
 Se voc no preservar,
 seus filhos no vo conhecer.

 21 de setembro. Dia da rvore. Projeto Tom da Mata. Preservando a Mata Atlntica.
 FURNAS CENTRAIS ELTRICAS SA

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

Anncio do Projeto Tom da 
  Mata, Furnas Centrais 
  Eltricas, Instituto Antnio Carlos Jobim e Fundao 
  Roberto Marinho, com apoio da Lei Federal de Incentivo  Cultura.
<R->
  
<167>
Explorao escrita

<R+>
1. A disposio do texto da Leitura 3 lembra uma *rvore genealgica*, que  a representao grfica dos antepassados de uma pessoa. Veja um exemplo.

_`[{rvore genealgica adaptada_`]
  Sebastio
  Maria de Lourdes
 -- Luiz Carlos

  Nicodemo
  Anna Maria
 -- ngela

  Luiz Carlos 
  ngela
 -- Alessandra
 -- Jnior
 -- Viviane
<R->

  Nesta rvore genealgica esto presentes trs geraes.
  Escreva qual foi a inteno do autor ao dispor o texto comemorativo do Dia da rvore da forma que o fez.
 
<R+>
2. Explique a mensagem do texto.
 3. Faa a rvore genealgica da sua famlia.
  Combine com seu professor e colegas a exposio dos trabalhos no mural da classe.
<R->

<168>
A questo 

<R+>
O que voc considera um desrespeito ao meio ambiente e ao patrimnio pblico?
<R->
  
  s vezes, no d pra segurar. S mesmo o desabafo para protestar e exigir respeito. A garotada est atenta e usa a palavra para pedir mais ateno ao meio ambiente. Elas deram seu GRITO DE ALERTA. Leia. 

  " comum grandes reas de floresta e reservas ambientais serem devastadas pelas queimadas causadas por agricultores. Para preparar a terra para novas plantaes, pem fogo no mato seco, sem nenhum cuidado. A, o fogo se alastra, queimando tudo. Quantos desastres ecolgicos j aconteceram desse jeito? Seria bom se o homem do campo fosse orientado para o 
preparo da terra, sem precisar fazer queimadas."

<R+>
Felipe Freire de Arago, 13 anos.
<R->
 
  "No d para aceitar a atitude de alguns brasileiros que sujam nossas praias, parques e ruas, e, quando viajam para o exterior, do uma de educados. 
  Lixo esparramado  um problema de sade, alm de deixar a cidade feia. Assim,  preciso que a populao se interesse pelo ambiente, no apenas da boca pra fora. Se cada um tirar sua prpria sujeira do caminho de todos, vamos 
<p>
conseguir viver num lugar mais limpo e melhor."

<R+>
Caio Sergio M. Brasil Borges, 11 anos.
<R->

  " um absurdo o que os pichadores fazem com os monumentos pblicos, fachadas de lojas e de casas, placas de sinalizao, abrigos de nibus, orelhes... Parece que nada escapa da ao desses vndalos!
  Fico revoltado em ver essa agresso to sem propsito contra a minha cidade, praticada por pessoas que no sabem viver em sociedade.
   preciso que seja cumprida a lei que prev a punio para esses infratores. Na minha opinio, eles deveriam ser obrigados a prestar servios  comunidade por um bom tempo."

<R+>
Erick Melo, 16 anos.
<R->

  Converse com seu professor e colegas sobre o que voc considera um desrespeito ao meio ambiente e ao patrimnio pblico e escreva. Use argumentos que defendam as suas idias.
  Seu professor vai organizar a classe para que aqueles que desejarem possam ir  frente dar seu grito de alerta, lendo o seu protesto.
  Por fim, disponham o material produzido pela turma no mural Grito de Alerta. 

<169>
Leitura 4

  Observe o cartum de Henfil. O cartum  um desenho caricatural que apresenta com humor uma situao, utilizando ou no legendas.
  Comente com seus colegas o que o artista quis dizer com seu trabalho.

<R+>
_`[{o cartum mostra a bandeira brasileira sendo destruda: um trator derruba as rvores verdes, um trem transporta o amarelo, a fumaa das chamins encobre o azul_`]
<R->

<170>
Explorao oral

  Ao desenhar, os cartunistas exageram certos detalhes. Veja.
  Voc conhece essas pessoas? Comente o que o artista ressaltou em cada uma delas.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

Explorao escrita
  
  Converse com seu professor e colegas e responda.
<R+>
 a) Onde os cartuns so geralmente encontrados?
 b) Qual  a inteno desse tipo de texto?
 c) Que assuntos os cartuns abordam com mais freqncia?
<R->

Pesquise

  Pesquise cartuns em jornais e revistas e traga-os para a classe na data combinada. Junte-se aos seus colegas e montem o Mural de cartuns.
  
<171>
Ortografia

<R+>
1. Descubra como separar as palavras abaixo em trs grupos e d nomes a eles.
 averso     _ pretenso	
 travesso   _ comisso 
 reproduo  _ demisso
 impresso   _ verso
 locao     _ diverso
 repulso    _ transmisso
 posio     _ expulso
 expresso   _ toro
 instalao  _ educao
 intromisso _ compreenso
 traduo    _

2. Desafio: Junto com seus colegas encontrem mais uma palavra para cada grupo.
 3. Leia as palavras abaixo.
  admirao -- nao -- contrao -- fixao -- emoo -- remoo -- adoo -- poo
<R->

  Responda.
  Que letras aparecem antes de *o*? 
 
<F->
!:::::::::::::::::::::::::::::::
l  Depois de a e o use sempre  _
l  *o*.                       _
h:::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>
 
  Fale outras palavras em que as vogais *a* e *o* venham antes da slaba *o*. Seu professor vai registrar as palavras na lousa. Copie-as.

<172>
Gramtica

1. Leia.

<R+>
 a) Em caso de fogo use as escadas. No use elevador
 b) Mantenha o zo limpo
 c) Devagar 30 km/h No corra, siga o meu exemplo e viva mais! -- diz a tartaruga.
 d) No d comida aos animais
<R->

  Retire de cada texto os verbos que indicam ordem, conselho ou pedido.
  
<F->
!:::::::::::::::::::::::::::::::
l  Quando so empregados para  _
l  expressar uma ordem, um      _
l  conselho, um convite, uma    _
l  splica ou um pedido, os     _
l  verbos aparecem sempre no    _
l  *modo imperativo*.           _
h:::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>
  
2. Discuta com seus colegas e responda.
  Em que tipo de texto  comum encontrarmos verbos no modo imperativo?

<173>
<p>  
3. Leia.
 
Baby Blues

<R+>
_`[{histria em quadrinhos. Uma menina janta com os pais que no
param de recomendar: "Come o jantar, filha! Use o garfo! Preste ateno! Beba 
depois! Encolha os cotovelos! Mastigue de boca fechada! 
Use o guardanapo! Vamos, engula! Sente direito! No brinque com a comida! Sem 
choramingar! Sem assovios! Coma os legumes! Pare de chutar a mesa! 
Beba logo isso a!"
  Terminada a refeio, o pai pergunta: "Como estava o jantar, Zo?"
  "Chato"! -- a menina responde_`]

*O Globo, Globinho*. Rio de Janeiro, 26/10/1997.
<R->

  Em que modo est a maioria dos verbos que aparecem na histria em quadrinhos e o que eles expressam?

<R+>
4. Leia as placas, observando o modo dos verbos.

 Parque da cidade
 Kuat Guaran
 Mantenha seu co com coleira e focinheira

 Parque da cidade
 Pedestre, use somente a faixa da esquerda.
<R->

  Agora, imagine que voc foi contratado para criar placas a serem afixadas nos locais indicados a seguir. Use verbos no modo imperativo. 
 a) Jardim zoolgico
 b) Banheiro pblico
 c) Parque ou jardim
 d) Banco
 	
  Releia e verifique se usou os verbos no modo imperativo. Depois, compare o seu trabalho com o de seu colega ao lado.
<L>
<174>
 5. Leia.

  Assine Veja agora e receba 6 Edies grtis. O equivalente a 
 R$24,20 de economia.

   Agora, imagine se o anncio estivesse escrito assim:

  Se voc assinasse Veja agora, 6 Edies grtis.

  Discuta com seus colegas e responda. 
  O segundo anncio causa o mesmo impacto, tem o mesmo apelo para a compra do produto?
 
<175>
<R+>
6. Copie o texto substituindo as lacunas por verbos no modo imperativo e aprenda como fazer a robozinha.

Modo de fazer

 1 ..... a caixa de sabo em p, as garrafinhas de Yakult e o tubo de rolo de papel higinico com papel laminado.
 2 ..... as garrafinhas na caixa.
 3 ..... o avental em papel crepom e ..... na caixa.
 4 ..... com material de sucata.

Thereza Chenello. *Brincando com embalagens vazias*. So Paulo, Globo, 1991.
<R->

  Compare as suas respostas com as de um colega. Escreveram os mesmos verbos?
  Em anncios, avisos, instrues e receitas  fundamental o uso dos verbos no modo imperativo. No entanto, no convvio com as pessoas, nem sempre ele  o mais adequado para se conseguir algo.

<R+>
7. Leia os bilhetes abaixo e responda oralmente s questes do seu professor.
<R->

  Snia,
  Hoje  noite vou ao aniversrio do Juliano. Deixe sua saia azul sobre a minha cama que vou us-la na festa.
  Milena      

  Snia,
  Hoje  noite vou ao aniversrio do Juliano. Ser que voc poderia deixar sua saia azul sobre a minha cama para que eu possa us-la na festa?
  Milena      

               oooooooooooo
<176>
<p>
Unidade 10

Antes da leitura

  O texto que voc vai ler foi escrito por Machado de Assis. O que voc sabe sobre ele?
  Leia a seguir uma pequena biografia de Machado de Assis.

Machado de Assis

  Nasceu no Rio de Janeiro, em 1839. De origem pobre, comeou a trabalhar ainda menino em uma tipografia. 
  Exerceu cargos importantes no governo do Estado do Rio de Janeiro e participou intensamente das lutas pela libertao dos escravos. 
  Deixou obras preciosas como *A mo e a luva*, *Memrias pstumas de Brs Cubas*, *Dom Casmurro*, entre outras.
  Levando em conta o ano de nascimento desse autor, responda oralmente.
  Na sua opinio,  possvel encontrar no texto *Filosofia de um par de botas*, palavras ou expresses que no sejam usadas hoje em dia? Por qu?

<176>
Leitura 1

Filosofia de um par de botas

  Uma destas tardes, como eu acabasse de jantar, e muito, lembrou-me dar um passeio  Praia de Santa Luzia, cuja solido  propcia a todo homem que ama digerir em paz. Ali fui, e com tal fortuna que achei uma pedra lisa para me sentar; e nenhum flego vivo nem morto.
  Digeria o estmago, enquanto o crebro ia remoendo, to certo , que tudo neste mundo se resolve na mastigao. E digerindo, e remoendo, no reparei logo que havia, a poucos passos de mim, um par de coturnos velhos e imprestveis. Um e outro tinham a sola rota, o taco comido do longo uso, e tortos, porque  de notar que a generalidade dos homens camba, ou para um ou para outro lado. () Uma das botas tinha um rasgo de calo. Ambas estavam maculadas de lama velha e seca; tinham o couro ruo, pudo, encarquilhado. 
  Olhando casualmente para as botas, entrei a considerar as vicissitudes humanas, e a conjeturar qual teria sido a vida daquele produto social. Eis seno quando, ouo um rumor de vozes surdas; em seguida, ouvi slabas, palavras, frases, perodos; () eram as botas que falavam entre si, suspiravam e riam, mostrando em vez de dentes umas pontas de tachas enferrujadas. Prestei o ouvido; eis o que diziam as botas:
  
  Bota esquerda: -- Ora, pois, mana, respiremos e filosofemos um pouco.
  Bota direita: -- Um pouco? Todo o resto da nossa vida, que no h de ser muito grande; mas enfim, algum descanso nos trouxe a velhice. Que destino! Uma praia! Lembras-te do tempo em que brilhvamos na vidraa da Rua do Ouvidor (*)?
<178>  
  -- Se me lembro! Quero at crer que ramos as mais bonitas de todas. Ao menos na elegncia... ()
  -- Que tempo! ramos novas, bonitas, asseadas; de quando em quando, uma passadela de pano de linho, que era uma consolao. No mais, plena ociosidade. Bom tempo, mana, bom tempo! Mas, bem 
dizem os homens: no h bem que sempre dure, nem mal que se no
 ::::::::::::::::::::::::::::::::::
<R+>
<F->
     (*) A Rua do Ouvidor localiza-se no centro da cidade do Rio de Janeiro.  poca de Machado, ela possua um intenso comrcio com lojas de alta categoria. Seu nome deve-se ao rgo pblico para reclamaes nela localizado.
<F+>
<R->
acabe.
  -- O certo  que ningum nos inventou para vivermos novas toda vida. Mais de uma pessoa ali foi experimentar-nos; ramos caladas com cuidado, postas sobre um tapete, at que um dia, o Dr. 
 Crispim passou, viu-nos, entrou e calou-nos. Eu, de raivosa, apertei-lhe um pouco os dois calos. ()
  -- Era bom homem, o Dr. 
 Crispim; muito nosso amigo. No dava caminhadas largas, no danava. S jogava o *voltarete* (*), at  tarde, duas e trs horas da madrugada; mas, como o divertimento era parado, no nos incomodava muito. E depois, entrava em casa, na pontinha dos ps, para no acordar 	
a mulher. Lembras-te?
  -- Ora! por sinal que a mulher fingia dormir para lhe no tirar 
 ::::::::::::::::::::::::::::::::::
<R+>
<F->
     (*) O voltarete  um jogo de baralho entre trs parceiros, em que cada um recebe nove cartas.
<F+>
<R->
as iluses. Santa senhora!
<179>
  -- Santo casal! Naquela casa fomos sempre felizes, sempre! E a gente que eles freqentavam? Quando no havia tapetes, havia palhinha; pisvamos o macio, o limpo, o asseado. Andvamos de carro muita vez, e eu gosto tanto de carro! Estivemos ali uns quarenta dias, no?
  -- Pois ento!
  -- () O Dr. Crispim deu-nos de presente a um procurador de poucas causas.
  -- No me fales! Isso foi a nossa desgraa! Um procurador! ()
  -- Dizes bem. Que roda viva! ()
  -- () E as chuvas! e as lamas! Foi o procurador quem primeiro me deu este corte para desabafar um calo. Fiquei asseada com esta janela  banda.
<p>
  -- Durou pouco; passamos ento para o *fiel de feitos* (*), que no fim de trs semanas nos transferiu ao remendo. O remendo (ah! j no era a Rua do 
 Ouvidor!) deu-nos alguns pontos, tapou-nos este buraco, e impingiu-nos ao aprendiz de barbeiro do Beco dos Aflitos.
<180>
  -- Com esse havia pouco que fazer de dia, mas de noite...
  -- No curso de dana; lembra-me. O diabo do rapaz valsava como quem se despede da vida. Nem nos comprou para outra cousa, porque para os passeios tinha um par de botas novas, de verniz e bico fino. Mas para as noites... Ns ramos as botas do curso...
  -- Que abismo entre o curso e os tapetes do Dr. Crispim.
:::::::::::::::::::::::::::::::::
<R+>
<F->
     (*) Fiel de feitos era o nome utilizado antigamente para o oficial de justia, que tinha autorizao para levar e buscar os autos dos processos na residncia do advogado.
<F+>
<R->
  -- Cousas!
  -- Justia, justia; o aprendiz no nos escovava; no tnhamos o suplcio da escova. Ao menos, por esse lado, a nossa vida era tranqila. 
  -- Relativamente, creio. Agora, que era alegre no h dvida; em todo caso, era muito melhor que a outra que nos esperava.
  -- Quando fomos parar s mos...
  -- Aos ps.
<181>
  -- Aos ps daquele servente das obras pblicas. Da fomos atiradas  rua, onde nos apanhou um preto padeiro, que nos reduziu enfim a este ltimo estado! Triste!
  -- No sei; se na verdade  triste acabar assim to miseravelmente, numa praia, esburacadas e rotas, sem taces nem iluses -- por outro lado, ganhamos a paz, e a experincia. ()
  -- Que eu, na verdade, quisera descansar agora estes ltimos dias; mas descansar sem saudades, sem a lembrana do que foi. Viver to afagadas, to admiradas na vidraa do autor dos nossos dias; passar uma vida feliz em casa do nosso primeiro dono, suportvel na casa dos outros; e agora...
  -- Agora qu?
  -- A vergonha, mana.
  -- Vergonha, no. Podes crer, que fizemos felizes aqueles a quem calamos; ao menos, na nossa mocidade. ()
  Neste ponto calaram-se as duas interlocutoras, e eu fiquei a olhar para uma e outra, a esperar se diziam alguma cousa mais. Nada; estavam pensativas.
  ()
  Nisto vi chegar um sujeito maltrapilho; era um mendigo. Pediu-me uma esmola; dei-lhe um nquel.
<182> 
  Mendigo: -- Deus lhe pague, meu senhor! (Vendo as botas) Um par de botas! Foi um anjo que as ps aqui... ()
  Bota direita: -- Que  isto, mana? que  isto? Algum pega em ns... Eu sinto-me no ar...
  Bota esquerda: --  um mendigo.
  -- Um mendigo? Que querer ele?
  (alvoroada): -- Ser possvel?
  -- Vaidosa!
  -- Ah! mana! Esta  a filosofia verdadeira: -- No h bota velha que no encontre um p cambaio.
  
<R+>
Publicado pela 1 vez em *O Cruzeiro*, em 23/4/1878. Machado de Assis. *Cinco histrias do bruxo do Cosme Velho*. Porto Alegre, Projeto, 1995.

<183>
Explorao oral

 1 Quando voc acha que esse texto foi escrito? O que o levou a concluir isso? 
<p>
 2 Leia o significado do verbete filosofia, retirado do dicionrio Larousse Cultural. 

Filosofia s.f. (gr. philosophia). 1. Atividade intelectual que se prope refletir sobre os seres, as causas e os valores, considerados em seus valores mais gerais. 2. Conjunto dos estudos e reflexes dessa atividade. 3. Sistema particular de um filsofo. 4. Sabedoria proveniente da experincia. 5. Conjunto dos princpios que regem uma conduta.

  Agora, responda.
 a) Com qual dos significados essa palavra foi usada no ttulo do texto?
 b) Na sua opinio, o ttulo est adequado ao texto? Por qu?

 3 Qual  a funo dos asteriscos (*) que aparecem no texto?
<p>
 4 H no texto algumas expresses que so prprias da linguagem da poca. Troque idias com seus colegas sobre como poderiam ser ditas as frases abaixo, numa linguagem atual. 
 a) "Ali fui, e com tal fortuna que achei uma pedra lisa para me sentar; e nenhum flego vivo nem morto." 
 b) "Olhando casualmente para as botas, entrei a considerar as vicissitudes humanas, e a conjeturar qual teria sido a vida daquele produto social."
 c) "Eis seno quando, ouo um rumor de vozes surdas (...)."
 d) "Prestei o ouvido; eis o que diziam as botas:"
<R->

<184>
Outra maneira de ler

  Combine com seu professor e colegas quem far a leitura das falas do narrador, da bota esquerda e da bota direita.

Explorao escrita

<R+>
 1. Releia o segundo pargrafo e descreva com suas palavras como era o par de botas.
 2. As botas pertenceram a vrias pessoas. Copie-as na seqncia em que aparecem no texto.
 padeiro
 fiel de feitos
 Crispim
 remendo
 mendigo
 procurador
 servente de obras
 aprendiz de barbeiro

 3. Responda.
 a) O narrador participa como personagem da histria? Justifique a sua resposta. 
 b) O que voc entende da frase abaixo? 
<R->

  "-- Que abismo entre o curso e os tapetes do Dr. Crispim."
<p>
4. Leia.

  "-- Um mendigo? Que querer ele?
  (alvoroada): -- Ser possvel?"

<185>
  Agora, responda.
  Qual foi a reao da bota esquerda ao ser pega pelo mendigo?

<R+>
5. O texto que voc leu  um aplogo, ou seja, uma histria em que objetos se comportam como gente e que no final traz um ensinamento ou uma lio de moral. 
  O que voc entendeu sobre a moral da histria?
<R->

A palavra e o contexto

  Junte-se a um colega e descubram o significado das palavras sublinhadas nas frases abaixo. Escreva o sentido que vocs acham que elas tm. 
<R+>
 a) A solido  *propcia* a todo homem que ama digerir em paz.
 b) "Um e outro tinham a sola *rota*, o *taco* comido do longo uso, e tortos, porque  de notar que a *generalidade* dos homens *camba*, ou para um ou para outro lado."
 c) As botas estavam *maculadas* de lama velha e seca; tinham o couro *ruo*, *pudo*, *encarquilhado*.
 d) "Olhando casualmente para as botas, entrei a considerar as *vicissitudes* humanas, e a *conjeturar* qual teria sido a vida daquele produto social."
 e) "-- Justia, justia; o aprendiz no nos escovava; no tnhamos o *suplcio* da escova."
<R->

  Agora, procurem no dicionrio o significado dessas palavras. Caso algum significado dado por vocs esteja incorreto, reformulem a resposta.

<186>
<p>
Produo

<R+>
 1. Observe a descrio da foto.
  Que vida ter levado este par de tnis e qual ser o seu destino?

_`[{um par de tnis sujo de lama e rasgado_`]

 2. Imagine e escreva uma conversa entre eles, em que relatam a "vida" que tiveram. Combine com seu professor se a produo ser em dupla, em grupo ou individual, e, ainda, a forma de apresentao.

*Dicas de leitura*

  *Coleo Rocambole*
 Monteiro Lobato -- Editora Brasiliense
  *Vov Delcia*
 Ziraldo -- Editora Melhoramentos
<p>
  *Coleo Fada Madrinha*
 Editora FTD
<R->

<187>
Ortografia

<R+>
1. Leia.

H um sculo

O ESTADO DE S.PAULO

20 de novembro de 1.899 (sbbado) Nmero avulso, do dia, 100 ris. -- atrasado, 140 ris.
<R->

Belem do Descalvado	
  Esto novamente funccionando as escolas desta cidade, que foram temporariamente suspensas por causa da epidemia da escarlina.	

Aggresso	
  Foi hontem medicado, na repartio central, Ignacio Rosa que, s 8 horas da noite, no alto das Perdizes, foi atacado por 4 hespanhoes que o aggrediram a cacetadas, abrindo-lhe diversos ferimentos na cabea.	

Bibliotheca Nacional	
  Foi mandado entregar  Bibliotheca Nacional o riquissimo album de assignaturas e de adeso, preparado em 1889, no Rio Grande do Sul, para ser entregue ao imperador, sr. d. Pedro II.	

Rebate Falso	
  Hontem, s 9 horas da noite, a caixa n. 13, da rua Florencio de Abreu, deu aviso  estao central do corpo de bombeiros, de que havia incendio na casa n. 32, daquella rua. O corpo de bombeiros, em tres minutos, compareceu ao local, verificando ter sido falso o rebate.

Annuncios
  Bycycletas Monarch -- Oswaldo Evans, rua Libero de Badar n. 20.
  Servio de casa -- Precisa-se de uma menina, de 10 a 13 annos de edade, para pequeno servio de casa; prefere-se italiana, Ladeira do Piques n.3, sobrado.
  Casa -- Aluga-se uma, muito ba e bem arejada, ao largo do Arouche n. 50, residindo nas vizinhanas dois distincto cavalheiros. Trata-se no largo do 
 Riachuelo n. 6 (Piques).

<R+>
O Estado de S. Paulo. 20/11/1999.
<R->

  Responda oralmente
<R+>
 a) O que vocs consideraram estranho no texto?
 b) E por que vocs acham que isso aconteceu? 
 c) A que concluso vocs chegaram em relao  grafia das palavras atravs dos tempos? 

2. Copie algumas palavras do texto de acordo com a indicao:
 a) Grafia das palavras em 1899.	
 b) Grafia das palavras hoje.
<R->

<188>
Leitura 2

  Observe a foto.

<R+>
_`[{foto, amarela pelo tempo, de uma mulher com duas crianas vestindo roupas compridas de mangas longas e usando botas_`]
<R->

<189>
Explorao oral

<R+>
 1 O que mais chama a sua ateno na fotografia? Por qu?
 2 Na sua opinio, de que poca  essa foto? Justifique. 
 3 Que meios de comunicao voc acha que eram usados nessa poca?
 4 Como voc acha que eram as brincadeiras das crianas dessa poca?
 5 Como voc imagina que era a escola que as crianas dessa poca freqentavam? 
<p>
Vamos recordar

 1. Leia e copie substituindo os verbos no infinitivo pelas formas conjugadas, de maneira a dar sentido ao texto.
<R->

Andar sobre as guas

  As guas do mar de Southampton, na Inglaterra, certamente no *dar* p. Mas isso no *impedir* que *ganhar* um sapato, no ltimo Festival Internacional de Barcos, que ali se *realizar* no incio do ms. Um fabricante de calados *resolver* fazer propaganda de seus produtos com um barco em forma de 
 *docksider*, que *ficar* sob medida para os fotgrafos. 

<R+>
Revista Caras, n.o 260. So Paulo, Abril.

2. Que pistas o texto lhe deu para descobrir em que tempo deveriam ser conjugados os verbos?
<R->
<L>
<190>
 3. Leia.

  H 220 milhes de anos surgiram os dinossauros. Os dinossauros dominaram a Terra cerca de 150 milhes de anos, um longo perodo para uma extino surpreendentemente rpida.
  Na poca em que os dinossauros apareceram, o mundo no era como o conhecemos hoje; os continentes formavam uma imensa massa de terra, chamada Pangea.
  Os dinossauros eram rpteis. Tinham a pele recoberta de escamas e punham ovos. Muitos dinossauros eram enormes. Alguns chegavam a ter 23 metros de comprimento e 12 metros de altura, enquanto outros tinham o tamanho de uma galinha.
  Os cientistas estudam os dinossauros pelos fsseis encontrados em todas as partes do planeta. Eles fornecem valiosas informaes sobre como eram e como viviam os dinossauros.

  Responda oralmente.
<R+>
 a) Que nomes foram usados para substituir a palavra *Terra*? 
 b) E por que isso aconteceu? 
<R->

  Agora, um grande desafio.
  Reescreva o texto no seu caderno, repetindo a palavra *dinossauros* apenas duas vezes e usando o pronome *eles* s uma vez. 
  Vale lanar mo de outros pronomes e de palavras que substituam o nome *dinossauros*, e at suprimi-lo uma vez, ou fazer outras modificaes que julgar necessrias.

<191>
Leitura 3  

Informtica

A gerao digital entra em cena

  Pesquisa exclusiva revela que as crianas se adaptam mais facilmente s novas tecnologias do que seus pais. Especialistas concordam.

  J. B. O. brinca de boneca e faz roupinhas como toda criana de 5 anos fazia na poca de sua me e continua fazendo ainda hoje. Com uma diferena: ela desenha no computador os vestidos, que depois so impressos em tecido. O fim da velha brincadeira de casinha? No, sinal dos tempos. A nova gerao, nascida sob o signo da revoluo da informtica, sabe manejar computadores com a mesma agilidade com que suas avs manejavam dedal, agulha e linha. Muito diferente de seus pais, que s foram conhecer os recursos do micro quando adultos, a maior parte no ambiente de trabalho. A gerao que amava os Beatles e os Rolling Stones tem pesadelos dirios com os manuais de instruo dos aparelhos eletrnicos. Seus filhos nem precisam se valer deles.
  A. M. R., de 4 anos, no sabe ler nem escrever, mas desde os 3 mexe no micro. Para ele, o mouse  mais fcil de movimentar que a caneta. A. L. P. C., de 10, desmonta e monta aparelhos eletrnicos desde pequena. Para crianas como essas, a vida de hoje sem controles remotos nem computadores equivaleria a uma idade das trevas. Todas tm extrema facilidade em lidar com novas tecnologias.   

<192>
  Pesquisa exclusiva encomendada por POCA ao Instituto Vox Populi, realizada em cinco capitais (So Paulo, Rio de 
 Janeiro, Porto Alegre, Recife e Belo Horizonte), confirma que os brasileiros tambm esto se digitalizando. Quase todos conhecem o video game. Muitos dos que tm computador passam longas horas rodando programas, jogos ou acessando a Internet. Quando ligados  rede mundial, navegam pelos sites mas tambm no perdem a oportuni-
<p>
dade de freqentar salas de bate-papo.

<R+>
Heitor Shimizu e Frances Jones
 
 Pesquisa
 Vox Popoli
 Foram entrevistadas 500 crianas entre 8 e 13 anos.

_`[{a seguir, a transcrio de trs grficos adaptados_`]
 1 -- Eletrnicos
  Que aparelhos sabe usar -- em %
  Vdeo game -- 95
  Computador -- 70
  Agenda eletrnica -- 51
  Rdio relgio -- 72
  Microondas -- 70
 2 -- Precoces
  Idade em que comeou a mexer no micro -- em %
  De 8 a 10 anos -- 66
  De 5 a 7 anos -- 26
  De 11 a 13 anos -- 6
  De 2 a 4 anos -- 2
 3 -- Especilistas
  Quem voc acha que sabe usar melhor os aparelhos eletrnicos -- em %
  Criana -- 45
  Pai -- 30
  Me -- 25
  
Revista poca, n.o 22. So Paulo, Globo, 19/10/1998.

<193>
Explorao oral

 1 O que voc j sabe sobre computadores?
 2 Voc j usou um computador? Para fazer o qu?
 3 Voc tem computador? Se no tem, gostaria de ter um? Por qu?
 4 O computador pode ajudar nos estudos? Como?
<R->
 
Explorao escrita

  Converse com seus colegas sobre as questes 1 e 3. Seu professor vai registrar na lousa as respostas da classe. Depois, copie-as.

<R+>
 1. Leia e responda.
 a) Esse texto foi escrito para uma revista. Nele, os jornalistas expem idias para convencer o leitor de seus pontos de vista. Antes de escrever esse tipo de texto,  necessrio estar bem informado sobre o assunto. 
  Na reportagem "A gerao digital entra em cena", como os jornalistas colheram os dados para fazer a matria?
 b) Heitor Shimizu e Frances Jones citam, ao longo da reportagem, o nome de crianas e falam da relao que elas tm com o computador.
Com que inteno fazem isso?

 2. Explique com suas palavras o ttulo da reportagem.

<194>
3. Leia, escolha uma das idias e defenda. 
<R->

  As crianas tm mais facilidade que os adultos no manejo dos computadores.
  Os adultos tm mais facilidade que as crianas no manejo dos computadores.
 
<R+>
4. Responda.
  Os grficos so importantes na reportagem? Por qu?

5. Leia.

 1. Monitor
  Lembrando uma tela de TV, nele se v o texto escrito e as tarefas que o computador est executando.
 2. Microprocessador
   a pea que executa todas as aes do micro. No  o crebro da mquina, pois ela no pensa. S obedece s ordens que recebe.
 3. Modem
  Envia e recebe dados pela linha telefnica, permitindo que um micro troque informaes com o outro.
 4. Teclado
  Semelhante a uma mquina de escrever. Serve para digitar e para dar comandos ao computador.
 5. Disco rgido
  Funciona como uma fita cassete, gravando arquivos e os programam que voc executa.
 6. CD-ROM
  Lembra os CDs de msica, mas armazena tambm textos e imagens com ou sem movimento.
 7. Disquete
  Nele so gravadas informaes que sero transportadas para outro computador.
 8. Mouse
  Controle remoto com fio que desloca uma flechinha na tela do monitor excutando comandos.

Revista *Nova Escola*, n.o 110. So Paulo, Abril 
  Jovem, maro de 1998.
<R->
<p>
  Essas palavras fazem parte do seu dia-a-dia? Justifique a sua resposta.

<195>
Gramtica

<R+>
1. Leia este anncio tirado da Internet e responda.
<R->

  Max  um jovem Dlmata. Ele tem dois anos e se sente muito solitrio.
  Deseja arranjar uma namorada que o ajude a roer os ossos e trocar carinhos.
  Os interessados podem marcar entrevista com Celina, pelo telefone (000) 0170000.
<p>  
  Quantas frases tem o texto?

<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::::
l  Em cada *frase*, as pala-    _
l  vras esto organizadas de     _
l  modo a dar sentido completo   _
l   mensagem e, assim,          _
l  estabelecer a comunicao.    _
l  A frase pode ser formada     _
l  por uma palavra ou por um     _
l  grupo de palavras. Pode      _
l  ter verbo ou no.             _
h::::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

<R+>
2. Discuta com seu professor e colegas e escreva frases:
 a) com uma s palavra.
 b) sem verbo e com mais de uma palavra.
 c) com um s verbo.
 d) com mais de um verbo.
<R->
<p>
  Todas as frases do anncio tm verbo?

<196>
<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::::
l  A frase ou parte da frase    _
l  que se organiza em torno de   _
l  um verbo recebe o nome de     _
l  *orao*.                     _
l  Uma orao, em geral, tem    _
l  duas partes: *sujeito* e      _
l  *predicado*.                  _
h::::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

<R+>
3. Releia a frase abaixo e copie-a.
<R->

   Max ganhou uma coleira nova.

  Encontre o sujeito da orao, isto , o ser de quem se diz alguma coisa. 
  Para achar o sujeito, pergunte *quem*:
  *Quem* ganhou uma coleira nova?

  Agora, copie a frase substituindo a lacuna pelo sujeito.
 O *sujeito* da orao  ..... 
<p> 
  Encontre o predicado da orao, isto , tudo aquilo que se diz do sujeito.
  Para achar o predicado, faa a pergunta:
  *O que* Max ganhou?
 
  Agora, copie substituindo a lacuna pelo predicado.
 O *predicado* da orao  ..... 
 
<R+>
4. Copie as frases a seguir separando o sujeito do predicado.
 a) Selma e Ricardo andaram de bicicleta.
 b) Ns fomos  Feira do Livro.
 c) Aquele homem usa um terno elegante.
 d) Eu acordo, diariamente, s 7 horas.
 e) O recreio  o momento de muita brincadeira.
<197>
 f) Um joo-de-barro construiu sua casa no pequizeiro.
 g) Meu telefone est com defeito.

5. Reescreva as frases substituindo a lacuna pelo sujeito ou pelo predicado. 
 a) ..... atolaram na lama.
 b) Tia Ilda e tio Ricardo .....
 c) ..... fugiram do incndio na mata.
 d) ..... deve ser guardado na caixa de ferramentas.
 
Ortografia
 
1. Observe as terminaes das palavras abaixo e divida-as em dois grupos.
   
 fugisse  _ maluquice 
 seguisse _ sumisse
 dormisse _ mentisse
 bobice   _ casse
 chatice  _ gulodice
 velhice  _ doidice

  Responda.
 a) A que classe gramatical pertencem as palavras terminadas por ICE?
 b) E as terminadas por ISSE? 
 
2. Copie as palavras substituindo  por ICE ou ISSE.
 a) abr  	
 b) caduqu 	
 c) proib 	
 d) crianc  	
 e) assist  	
 f) piegu 	
 g) permit  	
 h) tol  	
 i) rabug 	
 
<198>
3. Copie as frases substituindo o verbo no infinitivo pela forma conjugada correta.
 a) Se eu no *fugir* a tempo, o cachorro me atacaria.
 b) Seria bom se as pessoas *refletir* sobre o uso indiscriminado de nossas florestas.
 c) Se a merendeira *servir* torta de banana no lanche, todos os alunos iriam gostar.
 d) Papai fez caretas engraadas para que o beb *sorrir*.
 e) Se voc *pedir* licena, seria mais educado.
 f) Se eu *subir* ao 10 andar pelas escadas, ficaria muito cansado.
 g) Voc ficaria com melhor aparncia, se *vestir* essa blusa.
 
4. Leia.

_`[{mnica fala, tentando alcanar a bola_`]
  -- Bolas! como  que fui deixar essa bola cair em cima do muro?
  Se eu fosse um pouquinho mais alta... ou se tivesse algum aqui pra ajudar...

Mauricio de Sousa. *Mnica*. So Paulo, Globo, n.o 112.
<R->
	
  Agora, crie outras frases que a personagem poderia dizer comeadas com Se... 

5. a) ICE
 b) ISSE	

  Seu professor vai ditar algumas palavras. Use o que descobriu e escreva-as nos lugares correspondentes.
 
               oooooooooooo
<199>
<p>
Unidade 11

Antes da leitura

  Leia.

<R+>
_`[{histria em quadrinhos. O menino Maluquinho encontra 
  Carolina e entusiasmado abraa e d muitos beijos na menina: "Mmmmf! 
Chuac! Chuac! Chuac! Chuac!"
  No ltimo quadrinho, Carolina pergunta espantada:
  -- Que foi isso?
  -- Um dos meus ataques de carinho -- responde o menino_`]

Ziraldo. *As melhores tiradas do Menino Maluquinho*. Rio de Janeiro, Melhoramentos, 2000.
<R->

  Conte para os seus colegas e professor:
<R+>
  por que motivos as pessoas se beijam;
  de quem voc costuma receber beijos;
  quando voc costuma receber beijos;
  em que ocasies voc costuma beijar as pessoas.
<R->

<200>
Leitura 1

A histria do beijo
 
  Um dos atos humanos mais corriqueiros, o beijo pode ser sinal de paixo, afeto, respeito e amizade. Pode ser ainda uma demonstrao de humildade ou de euforia. 
  Mas nem sempre existiu como hoje, nem  praticado por todos os povos. E muda conforme os costumes.

<R+>
_`[{quatro fotos, com legendas, ilustram o texto.
 1: Me amamentando seu beb.
  Legenda: Foi assim que tudo comeou!
 2: O papa beija o solo.
  Legenda: Suma demonstrao de humildade...
 3: Jogador de futebol beija a taa de campeo.
  Legenda: ... e um gesto de felicidade.
 4: Dois polticos brasileiros se beijando nas faces e dois estrangeiros se beijando na boca.
  Legenda: Os polticos que aqui beijam...	
  ... no se beijam como os de l_`]
<R->
 
  () "Beijar", explica o antroplogo ingls Desmond Morris, () "tem sua origem na relao me-filho". Nos tempos primitivos, depois de sugar o peito, a criana recebia alimentao slida devidamente mastigada pela me e passada  boca,  maneira de certos animais e pssaros. O costume ainda sobrevive em algumas tribos de vrias partes do mundo. Da mesma forma como sugar o seio, esse contato tornou-se definitivamente ligado ao conforto e  segurana infantil. ()
  O homem, portanto, aprende a beijar desde que vem ao mundo -- e foram muitos os psiquiatras e psicanalistas, a comear por Sigmund Freud, que se preocuparam em interpretar como evoluiu esse movimento original voltado  nutrio e  sobrevivncia para o desfrute de um prazer. Beijamos tambm por costume, educao, respeito ou tambm por mera formalidade. E as caractersticas do beijo variam segundo o que se quer expressar com ele. ()
  Na Grcia antiga, o beijo funcionava como um elemento diferenciador das hierarquias: os subordinados beijavam os superiores no peito, nas mos ou nos joelhos, de acordo com o nvel que possuam. Os mendigos tinham unicamente o direito de beijar os ps dos senhores, e aos escravos s se permitia beijar a terra. Ou seja, quanto mais baixo o lugar do indivduo na sociedade, mais ele devia inclinar-se para prestar a homenagem. ()
  O beijo nas faces vem da poca em que os humanos dependiam muito mais do olfato para sobreviver. Os homens cheiravam uns aos outros para saber se pertenciam a uma tribo estranha e eventualmente inimiga. Supe-se que cada grupo devia possuir um odor caracterstico, o cheiro do 
<201>
grupo. O beijo no rosto, portanto, no nasceu como expresso de carinho ou prazer, mas como meio de defesa. Talvez por isso os povos acostumados a habitar um ambiente hostil ou forados a viver em p de guerra virtualmente desconhecem o costume de beijar por afeto. ()
  Os esquims, muito prudentes, resolveram o problema encostando as pontas dos narizes, enquanto mantm os olhos abertos, vigiando a situao. Da mesma forma, o mongol apia o nariz no rosto de seu par, conservando um cmodo ngulo de viso. Existem povos que nunca se beijam, como certas etnias africanas e os antigos japoneses. ()
  Na Frana de Lus XIV, () foi institudo o uso do beija-mo, que no comeo obrigava os homens a inclinar-se para beijar as mos das damas. ()
  Esse gesto, em nossos dias, perdeu seu significado quase por completo. () Continua a ser usado apenas em altas esferas sociais, como um formalismo destinado a mulheres muito importantes. Os nicos beijos que permanecem, na boca ou nas faces, so os que indicam igualdade, que se do sem que seja preciso que uma das pessoas se abaixe. Assim se beijam os amigos, os companheiros de luta, os polticos, os esportistas, os casais e tambm os membros de uma mesma famlia.

<R+>
Revista *Superinteressante*. So Paulo, Abril.

<202>
<p>
Explorao escrita

1. Responda.
 a) Que informaes novas a reportagem trouxe a voc?
 b) As informaes contidas em cada pargrafo confirmam o ttulo?
 c) A reportagem comea com uma introduo escrita com letras maiores, em tinta. Qual  a sua funo?
 d) Por que voc acha que nesse texto no aparecem os pontos de exclamao e de interrogao, os dois-pontos e o travesso como no texto "Pea infantil", da unidade 5?
 e) Que informao foi ilustrada pelas fotos em que aparecem polticos se beijando?

2. Leia, copie a frase abaixo e responda.
<R->

  "Beijar", explica o antroplogo ingls Desmond Morris, "tem sua origem na relao me-filho". Qual  a funo das aspas nesse trecho?

  Qual  a funo das aspas nesse trecho?

A palavra e o contexto

<R+>
1. Releia o texto observando as palavras que voc no conhece. Procure descobrir o significado pelo contexto no qual a palavra est inserida.
  Se tiver dificuldade, utilize o dicionrio.
<203>

 2. Leia.
 A) "Ou seja, quanto *mais* baixo o lugar do indivduo na sociedade, *mais* ele devia inclinar-se para prestar a homenagem."
 B) "O beijo no rosto, portanto, no nasceu como expresso de carinho ou prazer, *mas* como meio de defesa."
<R->

  Converse com seu professor e colegas e responda.
<R+>
 a) Na frase A, o que indica a palavra *mais*?
 b) E na frase B, o que indica a palavra *mas*?
 
3. Reescreva as frases, substituindo as lacunas por *mais* ou *mas*.
 a) Sim, eu quero ..... pudim, ..... sem calda, por favor.
 b) Precisamos nos preocupar ..... com o meio ambiente.
 c) Vimos os primeiros raios de sol, ..... no ouvimos nenhum passarinho cantando.
 d) Eu avisei que a estrada era perigosa, ....., para ganhar tempo, decidiram ir por ela.
 e) Faa ..... caf, ..... desta vez com menos acar.
 f) Quanto ..... eu falava, ..... segura eu ficava.

4. Leia algumas expresses com a palavra *mais*.
  bem mais -- cada vez mais -- mais cedo -- muito mais -- cada dia mais -- nunca mais
<R->

  Essas expresses podem ser usadas para enriquecer uma frase. Veja:

  O jogo de tnis tem atrado as crianas.
  Cada vez mais, o tnis tem atrado as crianas.

  Escolha trs expresses da lista e faa frases. 

<204>
Leitura 2

<R+>
_`[{duas esculturas: uma de bronze e outra de pedra. Ambas representam duas pessoas se beijando_`]
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>
<p>
  O artista francs Augusto 
 Rodin (1840-1917) esculpiu, em bronze, um casal beijando-se. Para o romeno Constantin Brancusi (1876-1957), o beijo tinha uma forma diferente: cheia de ngulos.
 
<R+>
*O Estado de S. Paulo, 
  Estadinho*. 30/8/1997.

Explorao oral

 1 Que nome voc daria s esculturas?
 2 Qual delas lhe passa mais emoo? Por qu?
 3 Quais as principais diferenas que existem entre elas? 
 4 E qual a semelhana? 
 5 Qual das esculturas foi feita h mais tempo? Como voc chegou a essa concluso? 
<R->
  
<205>
<p>
Leitura 3

Receita de beijinho

  Voc vai precisar de:
<R+>
 1 lata de leite condensado
 2 xcaras (ch) de coco ralado
 2 gemas
 1 colher (sopa) de manteiga ou margarina
 manteiga ou margarina para untar
 acar cristal
 cravo ou confete
<R->

Como fazer:
  Junte todos os ingredientes e, com a ajuda de um adulto, leve-os ao fogo numa panela. Misture com uma colher de pau at a mistura soltar completamente do fundo da panela. Despeje numa tigela untada com manteiga e deixe esfriar. Faa as bolinhas e passe-as no acar cristal. Sirva-as em for-
<p>
mas de papel, com um cravinho ou confete de chocolate em cada uma.

<R+>
*O Estado de S. Paulo, 
  Estadinho*. 30/8/1997.

<206>
Explorao escrita

 1. Responda.
 a) Receitas tambm tm ttulos. Para que eles servem?
 b) A receita est dividida em duas partes: "Voc vai precisar de" e "Como fazer".
  Que outros nomes podem receber essas partes? 
 c) Por que a seqncia das instrues  importante em uma receita?
 d) Os parnteses podem ser usados com a funo de dar uma explicao, fazer um comentrio, indicar uma referncia bibliogrfica.
  Na sua opinio, para que os parnteses foram usados na receita?
 
2. Reescreva os itens abaixo retirando os parnteses e fazendo as alteraes necessrias.
 a) 2 xcaras (ch) de coco ralado
 b) 1 colher (sopa) de manteiga ou margarina
 
3. Traga uma receita de doce ou salgado de que voc gosta. Voc e os seus colegas vo organizar um mural com as receitas preferidas da turma.

<207>
4. Leia e responda.

Outras espcies de beijo

 beija-flor -- pssaro
 beijo-de-frade -- erva medicinal
 beijoeiro -- arbusto
 beijo-de-moa -- doce de ovos
<p>
 beijo-de-palmas -- planta ornamental
 beijinho -- docinho de coco

*O Estado de S. Paulo, 
  Estadinho*. 30/8/1997.
<R->

  Voc j sabe que algumas palavras da nossa lngua so formadas por duas ou mais palavras ligadas por um sinal chamado *hfen* (-).
  Que outras palavras voc conhece que so escritas com hfen?
	
5. Leia.

Beija-flor

  O beija-flor  um dos menores pssaros do mundo; chega a medir apenas 5,5 cm de comprimento.
  O bico do beija-flor  fino, cilndrico e pontiagudo, prprio para ser introduzido na corola das flores. A plumagem do beija-flor  de grande beleza por seus reflexos metlicos. O beija-flor faz seu ninho em forma de taas, de construo delicada e artstica. O beija-flor pe dois ovos minsculos, arredondados, de cor branca. O beija-flor se alimenta de nctar das flores e insetos. O vo do beija-flor  tpico: bate as asas com velocidade extraordinria que pode atingir 70 batidas por segundo; pode manter-se suspenso diante de uma flor, produzindo um som semelhante ao de um zumbido.

<208>
  Reescreva o texto, repetindo a palavra *beija-flor* apenas duas vezes e usando o pronome *ele* s uma vez. Vale lanar mo de outros pronomes e de palavras que substituam o nome *beija-flor*; pode-se tambm suprimi-lo uma vez ou fazer outras modificaes que julgar necessrias.

<R+>
6. O trecho abaixo foi reproduzido sem pargrafos. Junte-se a um colega e descubram uma forma de dividi-lo em trs pargrafos. Lembrem-se: geralmente, cada pargrafo trata de uma parte do assunto do texto.
<R->

Olhou no relgio digital, 3:42. Suspirou. Precisava terminar de responder s perguntas. *Voc j deu um beijo numa menina?* Beijo em menina. Em prima, j. Em tia, que no era menina, tambm. Mas beijo de verdade, no. Daqueles de cinema, de novela de tev, no. E nem devia ter graa; quer dizer, devia ter graa. Mas numa menina, naquelas meninas chatas da escola, no (...) Alex respondeu que *sim, vrias vezes*. No ia passar por maricas, porque todos os garotos tambm escreveram que *sim* e ele sabia muito bem que todo mundo devia era estar mentindo. Do mesmo jeito que a Renata devia estar mentindo quando escreveu *vrias vezes*. As outras meninas diziam que *no*. 
<p>
S a Bete colocou: *quase*. Quase l era resposta?

<R+>
Mrcia Kupstas. *Primeiro 
  beijo*. So Paulo, Moderna, 1987.
<R->

  Agora, copie substituindo as lacunas pelo comeo e pelo fim de cada pargrafo.
<R+>
 a) O 1 pargrafo comea com ..... e termina com .....
 b) O 2 pargrafo comea com ..... e termina com .....
 c) E o 3 pargrafo comea com ..... e termina com .....
<R->

<209>
Leitura 4

Nem criana, nem adolescente
  
Gabriela Cavalcanti
 free-lance para a *Folhinha*
  
  Existe uma fase na vida chamada puberdade. Todos, meninos ou meninas, passam por ela entre os 9 e 12 anos.
  A puberdade representa a passagem da infncia para a adolescncia. Ou seja, quem chega a essa etapa vai deixando de ser criana, mas ainda no  adolescente.  A criana torna-se um pr-adolescente.
  Nessa fase o corpo comea a ganhar novas caractersticas: plos nascem nas axilas e perto dos rgos sexuais, as mamas das meninas comeam a aparecer, e o pnis dos meninos vai ficando maior.
  Algumas meninas passam a usar suti e outras at menstruam.
  Com as transformaes da puberdade,  comum surgirem dvidas e curiosidades frente ao que est por vir.

Mudanas no corpo das meninas

<R+> 
  As mudanas no corpo das meninas ocorrem devido ao aumento da produo de um hormnio chamado estrognio. Hormnio  uma substncia transportada pelo sangue. Ele transmite informaes de um rgo para o outro.
  O hormnio estrognio  produzido pela hipfise, uma pequena glndula que fica no crebro.  medida que a menina vai chegando mais perto da adolescncia, essa pequena glndula acelera a produo do hormnio estrognio. 
  O hormnio estrognio  responsvel pelo crescimento das mamas e dos plos que ficam na regio do rgo sexual das meninas.
  Conforme a produo do estrognio, as mamas e os plos das meninas vo se desenvolvendo.

<210>
Mudanas no corpo dos meninos

  Assim como no corpo das meninas, as mudanas no corpo dos meninos ocorrem devido ao aumento da produo de hormnio. Esse hormnio chama-se testosterona. Ele  transportado pelo sangue e transmite informaes para o rgo sexual dos meninos.
  O hormnio testosterona  responsvel pelo crescimento dos plos na regio que cerca o rgo sexual dos meninos. Esse hormnio  produzido pela hipfise, uma pequena glndula que fica no crebro.
   medida que o menino vai chegando mais perto da adolescncia, a hipfise acelera a produo do hormnio testosterona. O pnis e os testculos vo crescendo conforme o aumento da produo desse hormnio.
<R->

O que voc pode sentir na 
  puberdade

  Quando se est nessa fase da vida,  normal sentir:

<R+>
 Ansiedade --  provocada pela curiosidade que o menino e a menina tm de conhecer o prprio corpo ou o corpo do sexo oposto.
 Indeciso -- A fase da puberdade pode provocar esse sentimento porque tudo est comeando a se modificar. A pessoa est deixando de ser criana, mas ainda no  adolescente. O corpo no  de adulto nem de adolescente, mas tambm no  mais de criana.
 Angstia -- Pode ocorrer angstia porque a pessoa j no gosta mais das mesmas coisas que gostava quando era criana.
 Medo --  natural sentir medo do futuro. Nessa fase da vida, geralmente o pr-adolescente j ouviu falar muito das mudanas que a adolescncia traz, mas ainda no sabe ao certo que mudanas so essas.

*Folha de S. Paulo, Folhinha*. 7/11/1998.

<211>
<p>
Explorao escrita

1. Responda.
 a) Na sua opinio, se as mudanas das quais trata o texto acontecem com todos, por que algumas pessoas ficam envergonhadas em falar sobre o assunto?
 b) Com quem voc conversa mais sobre esses assuntos? Por qu? 
 
2. Grandes transformaes tambm esto ocorrendo na sua mente --  o incio da adolescncia. Tente se lembrar do que voc gostava h dois anos e do que gosta agora. Depois, copie o texto substituindo as lacunas por suas preferncias antigas e atuais.
<R->

  H dois anos, minhas msicas preferidas eram ..... mas hoje prefiro .....
  Costumava brincar .....
  Atualmente, acho mais divertido .....
  Nos bate-papos com os amigos, o que mais se falava era ....., agora, o que mais interessa  .....

  Se desejar, leia o seu texto para um colega da classe.

<212>
Leitura 5

  A *Folhinha* convidou seis crianas para falar sobre as transformaes trazidas pela puberdade. Leia.

<R+>
Bye, bye, bonecas e carrinhos

 Folhinha -- Qual a diferena entre o pr-adolescente e a criana?
 Gregory, 11 -- Quando voc  criana, voc no namora.
 Folhinha -- Vocs acham que a vida mudou?
 Rafaella, 11 -- Mudou. Eu comecei a entender as coisas.
 Ornella, 12 -- Mudou, porque as coisas que a gente gostava de fazer, hoje no gosta mais. Hoje, eu gosto de danar, cantar, ir ao shopping.
 Folhinha -- Ornella, voc paquera os meninos?
 Ornella -- No, eu sou paquerada (risos).
 Folhinha -- Isabella, voc acha que seu corpo  mais legal agora?
 Isabella, 11 -- Acho.
 Folhinha -- Qual a parte do corpo das meninas que os meninos mais observam?
 Gregory -- As pernas.
 Stefano, 12 -- O rosto.
 Folhinha -- O que as meninas mais olham nos meninos?
 Ornella -- Eu reparo no corpo. Se ele  magro, gordo ou bonito.
 Folhinha -- O que  ser um garoto bonito?
 Ornella --  quando ele tem um corpo legal.
<213>
 Folhinha -- O que o pai de vocs deixa fazer hoje que no deixava antes?
<p>
 Isabella -- Ir ao cinema sozinha.
 Folhinha -- Algum sabe o que  menstruao?
 Rafaella --  quando a menina est se tornando mulher, e sai sangue.
 Ornella --  quando o vulo est pronto.
 Gregory --  quando a mulher j pode reproduzir.
 Folhinha -- As meninas tm vontade de menstruar logo? Vocs conversam sobre isso?
 Rafaella -- A gente conversa sobre isso com as amigas, mas no com os nossos pais. 
 Isabella -- Eu acho que ser mocinha  legal, mas ficar menstruada  chato.
 Folhinha -- Vocs tm vergonha de ficar pelados em frente dos pais?
 Gregory -- Eu no fico.
 Folhinha -- O que mudou no seu corpo, Stefano?
<p>
 Stefano -- Os plos. Hoje em dia eu tenho mais plos. Eu gosto mais do corpo que tenho hoje em dia.
 Folhinha -- Vocs, meninas, usam suti?
 Ornella -- Eu uso (as demais disseram que no usam).
 Folhinha -- Vocs sentem alguma angstia, alguma tristeza, quando pensam que vo deixar de ser crianas para serem adolescentes?
 Todos -- No.
<R->

<214>
Explorao escrita

  Imagine que voc tambm faz parte do grupo que foi entrevistado pela *Folhinha*. Escolha algumas das perguntas feitas, copie-as e responda.
  Se desejar, mostre suas respostas para um colega.
<p>
A questo 

J est na hora de pensar em 
  namoro?

  Qual ser a opinio da sua turma?
  Seu professor vai distribuir uma tira de papel para cada aluno. Nela, registre a sua opinio defendendo-a com clareza e bons argumentos.
  Por fim, voc e seus colegas devero expor as opinies no mural da classe, para que possam saber o que a turma pensa sobre o assunto.
 
*Dicas de leitura*

<R+>
  *O que est acontecendo comigo?*
 Peter Mayle, Arthur Robins, Paul Walter
 Traduo de Ruth Rocha -- Editora Nobel
<p>
  *O planeta Eu -- Conversando sobre sexo*
 Liliana e Michele Iacocca -- Editora tica
  *Qual  o grande segredo?*
 Laurie K. Brown e Marc Brown -- Ed. Salamandra

<215>
Ortografia

1. Copie as palavras abaixo dividindo-as em dois grupos:
 a) palavras oxtonas	
 b) palavras paroxtonas

 amm -- refm -- origem -- chamem -- convm -- imagem -- miragem -- sobem -- 
contm -- ningum -- homenagem -- algum -- tambm -- alm -- ferrugem -- homem
<R->
 
  Agora, escreva o que h em comum em todas as palavras terminadas por: *m* e *em*
<p>
<R+>
2. As palavras abaixo so oxtonas. Copie-as completando-as. Ateno: todas as palavras tm a mesma terminao.
 a) Bel.....	
 b) al.....	
 c) por.....	
 d) har.....
 e) ref.....	
 f) vint.....	
 g) nen.....	
 h) aqu.....
<R->
 
<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::::
l  Todas as oxtonas termina-   _
l  das por *em* so acentuadas.  _
h::::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>
 
  Sabendo disso, releia as palavras que voc copiou e corrija-as se for necessrio.
 
<R+>
3. De acordo com a descoberta feita no exerccio anterior, escreva as palavras que o seu professor vai ditar.

<216>
<p>
 4. Voc j sabe que existem mudanas que marcam a puberdade. 
  Leia alguns depoimentos.
<R->

  "A minha voz comeou a mudar, s vezes saa grossa, s vezes, fininha. E a coisa piorava sempre que eu ficava bravo e falava mais alto. A era uma gozao.
  Que sorte a das meninas. Elas no *tm* que passar por isso!"

Heverton Peixoto, 13 anos

  "Foi uma emoo comprar meu primeiro suti. 
  Ele era de malha, branco, com o passarinho Piu-Piu estampado no cantinho.
  Na poca achei que ele era o mximo! Pena que eu no o guardei. Minha me *tem* o seu primeiro suti guardado at hoje."

Mariana Peixoto, 14 anos

  Observe as palavras destacadas acima e responda s questes a seguir.
<R+>
 a) Qual das palavras est no singular?
 b) Qual  o sujeito da frase em que apareceu a palavra *tem*?
 c) Qual das palavras est no plural?
 d) E qual  o sujeito da frase em que aparece a palavra *tm*?
<R->

  A partir dessas observaes, que regra pode ser construda para o uso de *tem* e de *tm*?
 
<R+>
5. Copie as frases substituindo a lacuna por uma das formas verbais indicadas nos parnteses.
 a) Ser que a loja ..... o que precisamos? (tem -- tm)
 b) Os moradores ..... pressa de que a obra termine logo. (tem -- tm)

<217>
6. A mesma regra pode ser aplicada para o verbo *vir*. Copie parte da letra da msica de Jorge Bem Jor substituindo a lacuna pela forma verbal *vem* ou *vm*.

 Ela ..... toda de branco,
 toda molhada e despenteada.
 Que maravilha,
 que coisa linda  o meu amor!

  Justifique a sua escolha.
 
7. Copie as frases substituindo a lacuna pelo verbo indicado. Depois, reescreva-as no plural fazendo as alteraes necessrias.

 verbo *vir*
 a) Ela sempre ..... aqui aos sbados. 
 b) A tartaruga marinha sempre ..... desovar na mesma praia onde nasceu. 
 c) Esta menina .....  biblioteca todas as tardes. 

 verbo *ver*
 a) Meu irmo se assusta quando ..... o palhao. 
 b) Esse menino ..... coisas que no existem.
 c) Meu tio nunca ..... televiso.

8. Faa frases com: *vem* e *vm*

<218>		
Gramtica

1. Observe a descrio destas cenas.

_`[1: Menina, pulando corda para trs, esbarra no armrio.
  -- Cuidado! Voc est pulando muito pra trs!
  -- Opa!
 2: Duas meninas correndo.
  -- Puf! Puf! Acho que j despistamos os caras!
  -- UFA!
 3: Menino pulando com o boletim na mo.
  -- Viva! Viva! Tirei nota azul! Viva!
<p>
 4: Sapo gemendo com as mos na cabea e nas costas.
  -- Ai! Ui! Ai!_`]
<R->

  Escreva o que as palavras, retiradas das cenas, traduzem.
 a) Opa!	
 b) Ufa!	
 c) Viva!	
 d) Ai! Ui!

<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::::
l  As palavras que expressam    _
l  diferentes sensaes e        _
l  sentimentos so chamadas de   _
l  *interjeies*.               _
h::::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>
 
<219>
<R+>
 2. Pesquise em histrias em quadrinhos e traga, na data combinada com seu professor, interjeies que expressem:

 advertncia         _ desejo		
 alegria             _ dor
 surpresa/admirao _ medo
 animao	          _ silncio
 apelo/chamamento   _ alvio
<R->
<p>
  Junto com seus colegas, colem os quadrinhos contendo interjeies numa folha de papel pardo ou cartolina e exponham no mural da classe.

<R+>
3. Observando as interjeies pesquisadas, responda.
  Que sinais de pontuao acompanham as interjeies?
 4. Na cena abaixo, copie e identifique a onomatopia e a interjeio.

_`[{alguns alunos, na sala de aula, ouvem: "U" Uma menina pensa: "Opa! O sinal!"_`]
<R->

  Agora, um desafio para voc e seus colegas.
  Qual  a diferena entre onomatopia e interjeio?
  As onomatopias so geralmente apresentadas com tamanhos e formas de letras diversificados, em tinta.
  Na sua opinio, por que isso acontece?

<220>
<R+>
5. Leia um trecho da histria "Aladim e a lmpada maravilhosa".
<R->

  Depois de andarem bastante, Magdon e Aladim encontraram *a* caverna encantada.
  -- *Ah*! Finalmente! Nessa caverna, meu rapaz, *h* uma lmpada maravilhosa que vai nos deixar muito ricos. Entre e traga-me essa lmpada. Mas, cuidado! No toque nos tesouros que encontrar. O esprito da caverna poder lhe fazer mal.
  Aladim entra e desaparece na escurido.
  Do lado de fora, o mago o aguarda exultante.
  -- Como esperei por esse momento. *R! R! R!*
  Enquanto procurava a tal lmpada, Aladim esbarra num pote cheio de moedas de ouro, que se esparramam pelo cho. Ento, um forte barulho se ouviu: BRUUUUMMM!! Era a caverna se fechando, deixando preso Aladim. E agora?
  
  Converse com seus colegas e responda.
 a) As palavras *Ah* e *a* tm o mesmo som, porm so escritas de maneiras diferentes e tm funes diferentes no texto.
  Quando usar *Ah* ou *a*?
 b) Das palavras destacadas, qual  a interjeio?
 c) E que palavras representam onomatopias?
 
6. Escreva frases com: *h* e *Ah*!

<221>
Produo

  Antigamente era comum as pessoas reunirem-se em volta do rdio para ouvir novelas, programas cmicos, contos assustadores etc.
  Oua com ateno a leitura da narrao do professor de "Uma histria de assombrao".
  Junte-se a mais trs colegas e escrevam uma histria de terror para rdio. Lembrem-se de que o importante  a descrio do ambiente e os sons que sero produzidos. 
  Pensem na histria, nos sons, nas vozes... Usem e abusem das onomatopias e interjeies. Caprichem! Ela ser apresentada  classe.
  No se esqueam da importncia de escrever o texto no rascunho. Leiam, releiam, modifiquem e s passem a limpo quando acharem que a histria est boa.
  Seu professor vai organizar a turma para que todos os grupos possam apresentar suas histrias.
  Para a apresentao, devero proceder da seguinte forma:
<R+>
  cada grupo ficar escondido atrs de biombos ou carteiras, de forma a no ser visto, apenas ouvido;
  os componentes dividiro a histria em partes: narrador, falas das personagens e onomatopias.
<R->
   importante que os ouvintes fiquem em silncio, para escutar e se envolver com a histria.

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo

Fim da Obra
